Emergindo a Caminho do Futuro leva cidadania a territórios periféricos

Projeto social itinerante

Projeto social itinerante leva serviços essenciais e apoio jurídico a pessoas em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense

Idealizado pela assistente social Sandra Matos o projeto Emergindo a Caminho do Futuro é uma iniciativa itinerante que atua como ação social, promovendo cidadania e inclusão para pessoas em situação de vulnerabilidade. 

A iniciativa surgiu em meados de 2021 e oferece serviços como:

  • Orientação jurídica relacionada à Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS);
  • Isenção para emissão de documentos, como identidade, certidão de nascimento e outros. Para isso, a pessoa atendida recebe uma declaração de isenção e, com ela, pode ir ao Detran ou ao cartório para emitir gratuitamente o documento necessário;
  • “Limpa Nome” no Serasa: um voluntário acessa a plataforma online do Serasa, insere o nome e CPF da pessoa, e verifica as dívidas registradas. Em seguida, é feita uma negociação que, geralmente, reduz significativamente o valor da dívida, dando à pessoa a chance de limpar o nome.
  • Encaminhamentos para aposentadoria: muitas pessoas têm direito ao benefício, mas não sabem disso ou enfrentam longas esperas por respostas do INSS – algumas há mais de dois anos sem retorno. Há também casos em que o benefício está vinculado a parentes privados de liberdade, com processos que se arrastam há quase quatro anos sem resolução.
  • Corte de cabelo e tranças;
  • Barbearia;
  • Exame de vista;
  • Design de sobrancelhas;
  • Recreação Infantil.

Há também casos de pessoas com mais de 70 anos que ainda não conseguiram se aposentar. Nesses atendimentos, uma advogada voluntária do projeto atua para agilizar o processo e, na maioria das vezes, consegue obter resultados positivos.

Outra frente de atuação da organização é a coleta de sementes e mudas de plantas medicinais e comestíveis, com o objetivo de reflorestar o Quilombo Aquilah, localizado na comunidade de Curupaiti, na  região da Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Desafio de engajar voluntários

Os bairros e comunidades atendidos pelo projeto incluem Cidade de Deus, Realengo, Largo do Tanque, Chacrinha, Mato Alto, Cascadura e Penha Circular, no Rio de Janeiro, além dos municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Cada localidade é atendida de acordo com as demandas específicas identificadas junto aos moradores e lideranças comunitárias.

As ações são realizadas tanto em espaços públicos, como praças e ruas, quanto dentro de espaços religiosos, sem discriminação de credo.

Sandra Matos relata que o maior desafio enfrentado é a captação de voluntários. “É uma grande dificuldade para nós, porque as pessoas têm seus compromissos e despesas no dia a dia. É complicado encontrar quem venha ajudar apenas por um sorriso. Sabemos que o voluntário não recebe salário, mas seria importante oferecer, ao menos, uma ajuda de custo para lanche e transporte”. 

“No entanto, como ainda não temos verba para isso, fica difícil conseguir pessoas dispostas a colaborar. Elas até querem vir, mas não conseguem por falta de recursos mesmo”, explica.

A divulgação do trabalho é feita, sempre que possível, por meio de folders, prospectos ou pequenos informativos. Esses materiais são distribuídos durante os próprios eventos, com a intenção de que os participantes os levem para outras pessoas, ampliando o alcance.

Ieda Albuquerque, secretária-executiva do projeto e também voluntária, atua tirando dúvidas, oferecendo suporte durante as ações, além de colaborar com a contabilidade e na produção de textos para divulgação. 

Ela conta que o principal objetivo da iniciativa é amenizar as demandas sociais presentes nas comunidades e bairros periféricos, promover o aumento da autoestima e facilitar a inserção no mercado de trabalho aos moradores desses territórios. 

Ao ser questionada sobre as principais necessidades da iniciativa, Sandra Matos explica que, por se tratar de um projeto social itinerante, é fundamental contar com uma logística adequada para o transporte dos materiais utilizados. “Precisamos de recursos financeiros para isso”, afirma. No entanto, ela ressalta que o recurso humano, ou seja, a atuação dos voluntários, é igualmente essencial para o bom funcionamento das atividades.

Gostou do projeto? Saiba como ajudar

Atualmente, o projeto busca voluntários para as seguintes funções: professores e técnicos de informática, recreadores infantis, barbeiros, trancistas, cabeleireiros e designers de sobrancelhas.

Também há necessidade de materiais, como papel ofício e materiais gráficos prontos (panfletos, prospectos e pequenos informativos). Esses recursos são fundamentais para ampliar o alcance do projeto, especialmente porque muitas pessoas atendidas não têm acesso à internet. O material impresso facilita a comunicação e aproxima ainda mais a iniciativa da realidade do público.

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