Entre encontros e celebrações: um mês de vivências comunitárias

divulgação de projetos sociais

Três eventos transformadores em julho contaram com a presença da Coluna da Neuza. Veja como foi

A Coluna da Neuza, por meio do Lupa do Bem, criado com a missão de dar visibilidade a iniciativas que constroem um mundo melhor, conta com o apoio da Sherlock Communications. Nosso trabalho vai além da divulgação de projetos sociais, editais, datas comemorativas e perfis: também prestigiamos eventos realizados por esses projetos, quando convidados.

Nessas ocasiões, sempre que possível, eu, Neuza Nascimento, tenho a honra de representar a instituição e fazer a cobertura, dando espaço a vozes que muitas vezes não são ouvidas e celebrando conquistas comunitárias.

No mês de julho não foi diferente: a agenda de atividades esteve intensa, mas gratificante. Embora não tenha conseguido comparecer a todos os compromissos, participei de três eventos muito significativos, cada um com sua identidade,  energia e importância para a comunidade. 

A seguir, compartilho com vocês um pouco do que vivi nesses dias repletos de afeto, luta e celebração.

Bazar beneficente

Começou cedo no sábado (26). Me encontrei com membros do grupo Voluntários Engajados, que realiza visitas e ações em alas infantis de hospitais e a instituições beneficentes,  na Catedral de Santo Antônio, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, para apoiar o Centro de Defesa da Vida (CDVida), que desenvolve um trabalho de amparo a mulheres vítimas de violência doméstica. 

O espaço estava decorado com faixas coloridas e mesas repletas de roupas, sapatos, bijuterias, bolsas e muito mais. Os voluntários se dividiram entre o acolhimento do público, a recepção e organização das doações. Na verdade, foi muito mais do que uma simples ação de arrecadação de fundos.

Foi um espaço de troca e solidariedade em prol da sustentabilidade do CDVida, que realiza um trabalho sério, comprometido e, acima de tudo, humano.

Houve também um breve momento de fala, no qual uma ex-assistida compartilhou um depoimento emocionado sobre como a organização a ajudou na reconstrução de  sua vida. 

Roda de capoeira e homenagens em Parada Angélica

O destino seguinte foi Parada Angélica, também em Duque de Caxias, e a ocasião era especial: uma roda de capoeira com troca de cordel, momento importante que simboliza na capoeira o crescimento e o amadurecimento dos praticantes e participantes do projeto Um Passo a Mais (UPAM).

O som do berimbau ecoava alto, conduzindo o jogo com energia e respeito. Crianças, jovens e adultos participaram da roda, e os sorrisos estampados no rosto revelavam o orgulho de estarem ali. 

Um dos mestres presentes resumiu a força dessa arte: “A capoeira ensina disciplina, fortalece identidade e nos mantém vivos culturalmente.”

Um Passo a Mais

Segundo Vando Vieira, contra mestre e líder do projeto, a capoeira vai muito além de uma expressão cultural ou de um esporte afro-brasileiro que combina arte marcial, dança e música. Para ele, essa prática é uma poderosa ferramenta utilizada pelo projeto para fortalecer a autoestima e  confiança de crianças e jovens, especialmente daqueles que são tímidos, atípicos ou que enfrentam desafios como depressão, ansiedade e outros transtornos.

Vando concluiu dizendo que, atualmente, a capoeira é a sua vida, e que sente imensa gratidão por poder apoiar e inspirar crianças e jovens por meio dessa arte.

Durante o evento, vivi um momento especialmente emocionante: o Lupa do Bem foi homenageado pelos serviços prestados à comunidade por meio do seu portal de divulgação e engajamento. O carinho com que fui recebida mostrou o quanto a atuação do portal tem impacto direto no fortalecimento naquele projeto. 

Arraiá das mães atípicas

Fechei o dia na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, em um evento que aqueceu o coração dos presentes: o Arraiá das Mães Atípicas, realizado pelo coletivo Mulheres que Fazem do CDD, em parceria com o Centro de Apoio a Famílias Atípicas (CAFAA).

O espaço estava decorado com bandeirinhas, balões, comidas típicas, refrigerantes e muita música. Crianças com deficiência brincavam livremente ao lado de seus irmãos, mães e pais. Havia brincadeiras adaptadas, apresentações culturais e até uma quadrilha inclusiva, pensada com cuidado para que todas as crianças pudessem participar, independentemente de suas limitações.

Arraiá das Mães Atípicas

Conversei com algumas mães, que compartilharam as dificuldades do dia a dia – da falta de políticas públicas à ausência de rede de apoio – mas também fizeram questão de destacar a força que encontraram umas nas outras através do coletivo.

“Aqui a gente troca dor por apoio, solidão por afeto, e invisibilidade por voz”, disse uma das mães atípicas, emocionada com o evento.

O dia foi não longo, mas também significativo. Cada projeto que visitei carrega histórias de superação, de coletividade e resistência. Cada evento reforçou a minha certeza de que o trabalho comunitário, mesmo diante de tantos desafios, floresce com força. 

O Lupa do Bem e a Coluna da Neuza seguem fazendo pontes, atuando como espelho refletindo as lutas e vitórias que nascem nas periferias e comunidades do Brasil afora, comprometidos em dar visibilidade a esses movimentos que, longe dos holofotes, fazem a verdadeira transformação. 

Que venham muitos outros eventos como esses.

Acompanhe no Instagram o trabalho do Voluntários Engajados,  Centro de Defesa da Vida, UPAM, Mulheres que Fazem do CDD e CAFAA.

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