Guia Comunicação para ONGs e Projetos Comunitários foi desenvolvido em parceria com a especialista em terceiro setor, Marina Cipolla, e reúne dicas de baixo custo para fortalecer a comunicação online e offline
“As causas, por mais urgentes e legítimas que sejam, não se sustentam sozinhas, elas precisam ser vistas, ouvidas, compreendidas.” É com esta mensagem super potente que a comunicadora Marina Cipolla dá o tom do novo e-book do Lupa do Bem Comunicação para ONGs e Projetos Comunitários.
Lançado nesta semana, o guia é um importante passo a passo para estruturar um plano de comunicação simples e eficaz nas iniciativas de impacto. Com uma série de estratégias de comunicação online e offline, Marina mostra que é possível planejar essa área, mesmo com poucos recursos e equipes reduzidas.
As dicas vão desde como montar uma apresentação em slides para captação de recursos, passando pela criação e divulgação de sites, newsletters e posts para redes sociais, até uso de IA para aprimorar processos e maneiras de engajamento direto nas ruas, com carros de som, panfletos e faixas.
Como bem disse Marina, “comunicação não se resume a redes sociais ou a produzir materiais bonitos. Comunicar é criar pontes com quem está ao redor: a comunidade, as pessoas atendidas, possíveis apoiadores, voluntários, parceiros e até com a própria equipe”.
Uma comunicação bem feita abre portas para ONGs e projetos comunitários
Para Fabiana Rosa, cofundadora e diretora executiva do Lupa do Bem, o e-book ajuda a entender quais técnicas são mais adequadas para cada tipo de organização, assim como o público que se deseja alcançar. “O guia permite essa análise, de se perguntar onde estou neste momento enquanto projeto, qual é o público que quero atingir e qual é melhor estratégia de comunicação para isso.”
Ela lembra que manter uma estratégia minimamente estruturada traz credibilidade para os projetos. “É através da comunicação que essas iniciativas conseguem transparecer o impacto real que elas têm na comunidade, mostrando a importância genuína do seu trabalho.”
Essa credibilidade, vale dizer, faz diferença na hora de fazer conexões com possíveis apoiadores, sejam pessoas físicas, ONGs maiores ou mesmo empresas, através de políticas internas de responsabilidade social, mais conhecidas pela sigla ESG (Environmental, Social and Governance, em inglês).
Marina Cipolla acrescenta que ter um bom plano de comunicação ajuda a definir prioridades, organizar esforços e distribuir melhor os recursos (mesmo quando são escassos). Além disso, um plano bem construído ajuda a manter um relacionamento ativo com seu público.
“Em muitas organizações, especialmente aquelas que atuam em territórios periféricos ou com poucos recursos, a comunicação ainda é feita de forma improvisada, o que é compreensível, dado o acúmulo de tarefas e a falta de estrutura formal. Ainda assim, planejar pode fazer toda a diferença”, afirma.

Novo e-book reforça comprometimento do Lupa do Bem com organizações sociais
Este guia é fruto de uma escuta ativa sobre as principais demandas dos projetos divulgados pelo Lupa do Bem. Com exemplos práticos e ilustrados, o e-book reúne sugestões acessíveis para fortalecer seu projeto através da comunicação, além de um compilado de aplicativos, templates e outras ferramentas que podem ser utilizadas de maneira gratuita.
Trata-se, portanto, de um material valioso que toda organização social deveria ter. Afinal, sabemos que uma comunicação clara e assertiva evita mal-entendidos, conflitos e perda de oportunidades. Por outro lado, a ausência de um diálogo eficaz pode gerar problemas e dificuldades.
Em especial, o e-book mostra que é possível montar um bom plano com propósito, mesmo sem equipamentos caros ou grandes equipes. “Claro que isso tudo pode ajudar, mas primeiro, é preciso ter um olhar atento para o que a organização já faz e aonde ela quer chegar. Um plano de comunicação funciona como uma bússola: serve para organizar ideias, alinhar objetivos e apontar os caminhos possíveis”, avisa Marina.
“Para ONGs menores e projetos comunitários, ter um plano de comunicação pode parecer uma realidade distante, mas hoje em dia existem ferramentas gratuitas, tudo previamente formatado. Então já dá pra começar por um caminho um pouco mais direcionado e aos poucos ir aprimorando a estratégia”, finaliza Fabiana.
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