Em sua quarta edição e mais de R$70 mil em prêmios, Prêmio MOL de Solidariedade se estabelece como principal incentivador de notícias de impacto positivo no Brasil
Já estão abertas as inscrições para o Prêmio MOL de Solidariedade, voltado para profissionais que atuam com jornalismo de causas. Dividido em três categorias – jornalista profissional, jornalista em formação e jornalista comunitário – a premiação dá visibilidade para a cultura de doação, em suas diferentes formas, seja de tempo, de conhecimento ou de recursos.
“A proposta é trazer o tema para o centro do debate público”, diz a jornalista e líder de projetos do Instituto MOL, Ana Rodrigues. “Quando falamos sobre dar visibilidade para as notícias ligadas à cultura de doação ou o jornalismo para a solidariedade, não estamos falando só de contar as boas histórias, mas a forma de olhar o mundo, entender a comunicação como um direito humano, o jornalismo como um ato de responsabilidade social”, continua.
“O jornalismo para a solidariedade é entendido aqui como um jornalismo de justiça social, um jornalismo de causas, um jornalismo de soluções. E isso pode estar presente na editoria de cultura, cotidiano, política… Existem várias formas de falar sobre o tema. Em uma das edições anteriores, por exemplo, o prêmio foi para uma grande reportagem da editoria de economia.”
Jornalismo de causas
Desde sua criação, em 2022, o prêmio tem acompanhado as pautas que mobilizam o país. As primeiras reportagens inscritas refletiram o período pós-pandemia, com foco em saúde, bem-estar e o combate à fome, por exemplo. Já na segunda edição, ganhou força o olhar sobre as organizações da sociedade civil, suas formas de atuação e os movimentos voluntários e independentes que surgem em resposta a desafios sociais.
Em 2023 e 2024, temas como crise climática, queimadas na Amazônia e enchentes no Rio Grande do Sul dominaram as inscrições, mostrando o quanto o jornalismo brasileiro tem se voltado também às emergências ambientais.
Para Ana, essa evolução das pautas ajuda a traçar um retrato da própria doação no país. “O prêmio nos permite observar como a solidariedade se transforma ao longo do tempo, do combate à fome e à pandemia às situações de emergência para enfrentar desastres climáticos. É um retrato vivo da cultura de doação no Brasil.”

Solidariedade precisa ser notícia
O Prêmio MOL de Solidariedade é uma iniciativa do Instituto MOL, fundado em 2020 para promover a cultura de doação. É o único prêmio no país voltado especificamente à cobertura jornalística sobre solidariedade e responsabilidade social. Inspirado no Prêmio Vladimir Herzog, o projeto propõe olhar para o jornalismo como instrumento de transformação.
A premiação tem conseguido ir além do eixo Rio–São Paulo, alcançando universidades, redações locais e projetos de comunicação em territórios periféricos de Norte a Sul do país. Com isso, vem ajudando a construir um novo paradigma para a imprensa brasileira, incentivando o olhar para as causas.
Para este ano, o prêmio traz uma novidade: o Troféu Elaine Martins, que será entregue a um profissional brasileiro escolhido pelos jurados por meio de uma curadoria feita especialmente para a ocasião. O troféu é uma homenagem a jornalista que criou o banco de fontes “Entrevista um Negro” e que hoje faz parte dos projetos do Instituto Mol.
Comprometimento com a justiça social
O processo de inscrição no prêmio também reflete seu caráter formativo. Para participar, os jornalistas devem primeiro concluir o curso gratuito “Jornalismo para a Solidariedade”. O curso, com cerca de duas horas de duração e seis videoaulas, apresenta conceitos fundamentais sobre o terceiro setor, dados sobre filantropia e exemplos de pautas que tratam da cultura de doação. Nesta edição, o conteúdo foi atualizado e passou a incluir novas pesquisas sobre a influência da música e do esporte na doação, além de estudos recentes sobre o comportamento do doador brasileiro.
Outro destaque é o fortalecimento do jornalismo comunitário e periférico, reconhecido como pilar essencial da democratização da comunicação no país. O prêmio tem valorizado a produção feita a partir dos territórios — por coletivos indígenas, quilombolas e de favelas —, que muitas vezes desenvolvem formatos inovadores de distribuição e cobertura, como o uso de rádios comunitárias, WhatsApp e mídias alternativas. “Essas iniciativas mostram o quanto o jornalismo produzido nas comunidades tem sido fundamental para dar voz a realidades locais e para inspirar o jornalismo tradicional”, avalia Ana.

Durante as cerimônias, realizadas em São Paulo, os 36 finalistas de cada edição também são convidados a participar de mesas de debate e oficinas. Em 2024, por exemplo, foi promovida uma oficina em parceria com a Coalizão de Mídias para discutir racismo ambiental, que resultou em um guia de boas práticas para coberturas sobre o tema.
A premiação ainda conecta jornalistas comprometidos com o tema. Desde a primeira edição, formou-se um grupo de troca no WhatsApp, onde repórteres, estudantes e comunicadores de diferentes regiões compartilham pautas, experiências e oportunidades. Essas trocas vêm fortalecendo uma ampla rede de apoio ao jornalismo de causas e à cultura de doação. Não perca!
Fique atento e participe!
As inscrições para o Prêmio MOL de Solidariedade vão até dia 14/01/2026.
Serão premiados trabalhos nas categorias texto, áudio, vídeo e fotografia publicados em veículos de comunicação profissionais, acadêmicos ou comunitários.
Os vencedores recebem prêmios em dinheiro (R$ 6 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil, respectivamente), além de troféus e reconhecimento público. No total, são mais de R$ 70 mil distribuídos entre os participantes.
A realização do Curso MOL de Jornalismo para a Solidariedade é pré-requisito para a participação no Prêmio.
Para maiores informações, acesse o site e siga as redes sociais no Instagram e LinkedIn.





