Debates, experiências e encontros em eventos de impacto social mostraram como diferentes setores estão construindo respostas para desafios sociais contemporâneos.
A semana encerrada em 17 de maio foi intensa e marcada por encontros que colocaram em evidência temas centrais para o presente e o futuro do país. A Coluna da Neuza, por meio do Lupa do Bem, com apoio da Sherlock Communications, acompanhou quatro eventos de impacto social que reuniram especialistas, lideranças, estudantes, gestores e organizações em torno de debates sobre justiça social, desenvolvimento sustentável, educação e inovação.
A jornada começou em 14 de maio, em São Paulo, durante o 1º Fórum Econômico de Mulheres Negras, realizado no Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, no Parque Ibirapuera. Em um espaço carregado de significado histórico e cultural para a população negra, o encontro reuniu pesquisadoras, gestoras públicas, organizações da sociedade civil, formuladoras de políticas públicas, lideranças negras e representantes do investimento social e da iniciativa privada.
O objetivo foi construir uma agenda pública e econômica centrada nas experiências, demandas e propostas produzidas por mulheres negras no Brasil. Ao longo da programação, também foram discutidos caminhos para reduzir desigualdades raciais e de gênero sob uma perspectiva econômica.
Entre as participantes estiveram Giovanna Coelho, assessora internacional do Instituto da Mulher Negra Geledés; Jessica Sandin; Maryellen Crisóstomo, da ActionAid; Aline Odara, idealizadora do Fundo Agbara; e Selma Moreira, que contribuíram para ampliar o debate sobre redistribuição de recursos, equidade e desenvolvimento.
Destacaram-se entre os integrantes masculinos Giovanni Harvey, do Fundo Baobá; Gugo Siqueira, da Rede Camuá; e Marcio Black, do Instituto Beja.
Idealizado pelo Fundo Agbara, o fórum integrou uma estratégia mais ampla de promoção da justiça econômica racial. A proposta foi ampliar o debate sobre desigualdade não apenas como questão social, mas também como um desafio relacionado ao acesso a recursos, oportunidades e participação econômica.
Um dos momentos centrais foi o lançamento do Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) desenvolvido pelo Fundo Agbara em parceria com a ActionAid Brasil e a Fundação Grupo Volkswagen. O índice busca medir desigualdades econômicas sob recorte racial e de gênero a partir de indicadores relacionados à renda, trabalho, educação e condições de vida.
No dia seguinte, 15 de maio, foi a vez da 1ª Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do Rio de Janeiro, realizada no Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá.

Representantes do poder público, sociedade civil, setor privado e organizações sociais se reuniram para fortalecer a implementação da Agenda 2030 no estado.
Entre os temas debatidos estavam democracia, direitos humanos, sustentabilidade ambiental, inclusão social, combate às desigualdades, inovação e governança participativa. Participaram também representantes de organismos internacionais, com destaque para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), reforçando o alcance do encontro.
A conferência terminou com a eleição de 30 delegados que representarão o estado na etapa nacional.
Os eventos de impacto social realizados ao longo da semana mostraram como diferentes setores vêm buscando soluções coletivas para desafios ligados à educação, sustentabilidade e inclusão.
A próxima parada foi a Semana S 2026, realizada nos dias 15 e 16 de maio em diferentes cidades do país.
No Rio de Janeiro, a Praça Mauá se transformou em um grande espaço de convivência e troca. Em um ambiente colorido e aberto ao público, a programação reuniu atividades gratuitas voltadas à cultura, educação, saúde, lazer, empreendedorismo, inovação e qualificação profissional.
Oficinas, demonstrações, apresentações culturais e ações de atendimento movimentaram as arenas temáticas dedicadas à beleza, sustentabilidade, gastronomia, esportes, literatura, tecnologia, turismo e inclusão.
Organizada por Fecomércio, Sesc e Senac do Rio de Janeiro, a iniciativa buscou aproximar serviços e experiências da população, ampliando o acesso a ações educativas e culturais e reforçando o papel da formação profissional no desenvolvimento social. Na capital fluminense, o encerramento ficou por conta do show de Gloria Groove.
Para fechar a semana, participei da quinta edição do Movimento LED: Luz na Educação. Realizado nos dias 15 e 16 de maio, no Píer Mauá, o evento consolidou sua posição entre os principais encontros gratuitos dedicados ao futuro da educação no Brasil.

Promovido pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho, com patrocínio principal da Fundação Bradesco e parceria estratégica do Sebrae, o festival reuniu especialistas, artistas, educadores, pesquisadores e estudantes para discutir os impactos da hiperconectividade, inteligência artificial, saúde social e ambiental, sustentabilidade e novas formas de aprendizagem.
A programação contou com mais de 20 atividades gratuitas e reuniu nomes como Fernanda Montenegro, Taís Araújo, Juliette, Daniel Munduruku, Drauzio Varella, Linn da Quebrada e Cármen Lúcia.
Ao final do evento, tive o prazer de encontrar Vitor Del Rey e Aimê Araújo, presidente e diretora do Instituto GUETTO. Vitor integrou a mesa de debate sobre Afrofuturismo e, na sequência, conversei com duas participantes do TRUE, o Jogo, um dos projetos vencedores do Prêmio LED 2026.
Criado por Ysabelly Gonçalves, da Escola Firjan SESI Maracanã, no Rio de Janeiro, junto com Lara Fidalgo, Thaissa e Sarah Little, o TRUE convida estudantes a refletirem e encontrarem caminhos para enfrentar a violência escolar por meio da gamificação.
Sarah, de 18 anos, explicou que o projeto surgiu como uma ferramenta de conscientização sobre diferentes formas de violência escolar, especialmente aquelas menos visíveis, como a omissão de recursos e a falta de acessibilidade em escolas e universidades.
Baseado em cartas, debates e disponível também em formato digital, o jogo procura tornar o tema mais acessível para adolescentes e incentivar o diálogo dentro e fora das salas de aula.
Ela contou ainda que o grupo se inscreveu no Prêmio LED no ano passado e, após passar por todas as etapas da seleção, conquistou a vitória na categoria Estudantes.
Lara, também de 18 anos, destacou que o TRUE nasceu da percepção de que adolescentes ainda encontram poucas opções de jogos pensados para sua faixa etária e capazes de gerar reflexão.
Encerrar essa sequência de eventos ouvindo jovens que transformaram uma inquietação em ferramenta educativa pareceu simbólico. Entre debates, indicadores, encontros e ideias, ficou uma sensação comum atravessando todos esses espaços que visitei nesta semana. Mudanças coletivas continuam nascendo quando pessoas se reúnem para imaginar soluções e colocá-las em prática.
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A Coluna da Neuza faz parte do Lupa do Bem, projeto de Responsabilidade Social Corporativa da agência de comunicação Sherlock Communications.





